O universo de Treinamento e Desenvolvimento nunca foi tão dinâmico e desafiador. Em um cenário onde mudanças rápidas e transformações digitais ditam o ritmo, líderes e profissionais da área estão repensando como criar programas de aprendizado que realmente impactem o desempenho organizacional.
Hoje, vamos mergulhar nas 10 principais tendências de treinamento e desenvolvimento que podem moldar a forma como as equipes trabalham e aprendem para atingir o desempenho máximo em 2025 – e nos anos seguintes.
Para isso, analisamos o cenário global, coletamos dados de profissionais de desenvolvimento de pessoas e exploramos tendências emergentes que prometem redefinir o futuro do aprendizado no ambiente corporativo.
- T&D mais tecnológico e orientado por dados
- Foco no humano vs. foco no escritório
- Gap cultural é coisa do passado
- Inteligência Artificial: Do hype à intencionalidade
- Soft skills como “power skills”
- O trabalho baseado em habilidades veio para ficar
- Budget mais otimista
- A prioridade: o desenvolvimento de lideranças
- Aprendizado contínuo e autonomia
- Trabalho com propósito: a chave para o engajamento
1. T&D mais tecnológico e orientado por dados
O rápido avanço da tecnologia está transformando profundamente os treinamentos e guiando as tendências de treinamento e desenvolvimento.
Novas ferramentas e plataformas agora oferecem melhor visibilidade das principais métricas de T&D, ajudando os profissionais a ir além das “métricas de vaidade”, como horas de estudo e taxas de satisfação, e se concentrar em métricas de negócios mais robustas como retorno sobre o investimento (ROI) e aumento de produtividade dos times. Mas pesquisas recentes da Voxy revelam que essa ainda não é a realidade da maioria das empresas.

Além disso, ferramentas personalizadas com IA, microaprendizagem e gamificação não apenas atraem a atenção dos colaboradores e ajudam a combater os intervalos de atenção mais curtos, mas também entregam resultados tangíveis para os negócios.
A escalabilidade e a acessibilidade dos programas de aprendizado também tornam-se prioridades. As plataformas de treinamento on-line estão permitindo que as empresas ofereçam experiências de aprendizado personalizadas, acessíveis e flexíveis.
Isso traz uma oportunidade única para os profissionais de desenvolvimento de pessoas, que devem expandir seus planos de desenvolvimento para incluir não apenas uma compreensão mais profunda das pessoas, do trabalho e de novas tecnologias, mas também habilidades mais robustas em dados e análises.
Haverá também uma pressão crescente para otimizar e justificar os investimentos em tecnologia com um plano de T&D mais estratégico e orientado para os dados. Embora as “métricas de vaidade” mostrem se as pessoas estão engajadas e gostando do treinamento, elas não fornecem muitas informações sobre como a estratégia se conecta às habilidades essenciais necessárias para que a organização atinja seus objetivos de negócio e supere a concorrência.
2. Foco no humano vs. foco no escritório
Nos últimos anos, uma grande transformação no mundo corporativo tem ocorrido, especialmente em relação às formas de trabalho. Segundo um estudo recente da Gartner sobre o futuro do trabalho, o conceito de um ambiente de trabalho centrado no ser humano está ganhando força, substituindo a antiga visão centrada no escritório e moldando também as tendências de treinamento e desenvolvimento.
Este novo modelo concentra-se em atender às necessidades humanas em vez de forçar as pessoas a se adaptarem a práticas ultrapassadas ou a locais de trabalho rígidos, e foca principalmente em três pontos chaves:
Trabalho flexível: Dar aos colaboradores a opção de escolher onde e quando trabalhar os ajuda a alcançar um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Colaboração intencional: Combinar o trabalho em equipe para tarefas específicas com o respeito pelas preferências individuais, permitindo que todos contribuam com seu melhor trabalho. Dependendo da tarefa, isso pode envolver uma combinação cuidadosa de colaboração presencial e virtual.
Gerenciamento baseado em empatia: Os funcionários querem se sentir valorizados em suas jornadas e ter a confiança de sua organização. Por isso, é crucial que a gerência demonstre seu cuidado e apoio por meio de suas ações.

Em um contexto de trabalho flexível, a cultura de aprendizagem precisa ser adaptada. Em um mundo onde os colaboradores têm mais autonomia, as empresas devem se perguntar: como garantir que o desenvolvimento individual esteja alinhado com os objetivos da empresa? Uma cultura organizacional sólida, que encoraje o aprendizado contínuo e promova a colaboração entre equipes, é a chave para o sucesso.
Para os profissionais de T&D, isso significa oferecer programas de treinamento que sejam não apenas escaláveis, mas que também ofereçam possibilidades significativas de aprendizado e de forma assíncrona, ao mesmo tempo em que mantêm a interação ao vivo e a colaboração entre os membros da equipe.
3. Gap cultural é coisa do passado
Com o avanço do trabalho remoto e híbrido, as organizações ainda enfrentam o desafio de criar culturas organizacionais fortes e coesas, capazes de engajar colaboradores distribuídos globalmente.
De acordo com a Gartner, 57% dos líderes de RH relatam que os gestores falham em reforçar a visão cultural desejada nas equipes, e menos de 23% dos colaboradores compreendem como os valores organizacionais se conectam às suas rotinas diárias. Essa desconexão pode prejudicar diretamente o engajamento, o desempenho e até a retenção de talentos.
Para superar esse desafio, o relatório recomenda que as organizações integrem a cultura aos comportamentos e processos do dia a dia, transformando valores em práticas tangíveis. Empresas que conseguem fazer isso relatam aumentos de 63% no engajamento, 35% no desempenho e 25% na intenção de permanência de seus colaboradores.

Fornecer treinamento específico em habilidades interculturais, especialmente em equipes globais e híbridas, também desempenha um papel crucial para promover valores compartilhados, diversidade e inclusão, melhorar a colaboração e fortalecer o senso de pertencimento, essencial para retenção de talentos.
Mais do que nunca, os líderes de T&D têm a oportunidade de transformar a cultura organizacional em uma vantagem competitiva, conectando pessoas, estratégias e tecnologias em um mercado global cada vez mais dinâmico.
4. Inteligência Artificial: Do hype à intencionalidade
Com o grande boom da IA, muitas empresas estão tentando adotar essa tecnologia de forma generalizada. No entanto, é importante que os profissionais de T&D abordem a IA com uma mentalidade mais pragmática. Não basta adotá-la por sua popularidade; há uma necessidade crescente de usá-la com propósito. Estudos da Gartner revelam que, enquanto 49% dos CEOs planejam investir em IA nos próximos três anos, 61% acreditam que as empresas estão avançando mais rápido do que os colaboradores podem se adaptar.
Muito disso pode estar ligado ao constante receio por parte do colaboradores de que a IA possa ameaçar seus empregos, o que exige que os programas de treinamento abordem tanto as habilidades técnicas quanto os aspectos emocionais dessa transição, além disso, a transparência sobre como a IA será utilizada também pode aumentar a aceitação e minimizar os medos em relação à tecnologia.
A chave para o sucesso nesse caso é a intencionalidade: usar a IA para resolver problemas específicos e melhorar processos e a produtividade dos times, em vez de adotá-la apenas por tendência.
Os profissionais de T&D precisam, portanto, investir em programas de treinamento personalizados que alinhem o aprendizado de IA e outras tecnologias com objetivos claros de negócio, além de investir em ferramentas baseadas em IA que ajudem a personalizar e facilitar as jornadas de aprendizagem. A gestão da mudança também é essencial para garantir que os colaboradores entendam o valor da tecnologia e se sintam parte do processo de inovação. A IA não deve ser um fim, mas um meio para impulsionar a eficiência e o engajamento dentro da empresa.
5. Soft skills como “power skills”
Em um mundo onde hard skills podem ser rapidamente substituídas por tecnologias, as soft skills — rebatizadas como “power skills” — emergem como um diferencial competitivo essencial. Um estudo da Deloitte estima que, até 2030, dois terços das posições de trabalho exigirão uso intensivo dessas habilidades, reforçando seu papel central nas tendências de treinamento e desenvolvimento. Logo, a necessidade de habilidades interpessoais nunca foi tão urgente.
A pesquisa global de benchmark da Voxy (que contou com a participação especial de mais 350 profissionais da área) mostrou que os profissionais de T&D estão cada vez mais cientes da importância de promover habilidades interpessoais dentro das equipes. Eles entendem que como pensamento crítico, empatia e comunicação eficaz são essenciais para maximizar os benefícios da IA nas organizações, ajudando as equipes a colaborar de forma mais eficiente, resolver problemas complexos e criar um equilíbrio entre a automação e a interação humana.

6. O trabalho baseado em habilidades veio para ficar
A mudança em direção a uma abordagem baseada em habilidades está ganhando força e o resultado disso já chegou nas grandes empresas, que estão adotando práticas que priorizam as habilidades em vez de qualificações acadêmicas ou cargos fixos. Isso reflete a necessidade de um desenvolvimento de habilidades mais ágil, alinhado às demandas de um mercado em rápida evolução.
Estudos da Deloitte indicam que 90% dos executivos estão adotando práticas baseadas em habilidades, transformando a maneira como contratam, treinam e desenvolvem suas equipes.
Isso significa que líderes de T&D precisam investir em ferramentas que mapeiem habilidades críticas e criem programas alinhados às demandas do mercado. Isso inclui o uso de plataformas que analisem lacunas de habilidades e ofereçam trilhas de aprendizado personalizadas para preencher essas necessidades.
7. Budget mais otimista
Na pesquisa anual que conduzimos com profissionais de desenvolvimento de pessoas distribuídos em grandes empresas pelo mundo, perguntamos sobre as expectativas em relação aos investimentos em treinamento e desenvolvimento no próximo ano e a verdade é que o resultado é otimista.
A pesquisa mostrou que 48% dos profissionais de T&D esperam um aumento em seus orçamentos para 2025, um salto grande se comparado aos 33% do ano passado. Este aumento nos orçamentos traz uma oportunidade de ouro para os profissionais de treinamento e desenvolvimento, que devem pensar estrategicamente sobre como alocar esses recursos para maximizar o impacto e resultar na formação de equipes preparadas para os desafios futuros.
Com tudo o que vimos até o momento, fica claro que o foco não deve ser apenas na formação técnica, mas também no aprimoramento das habilidades interpessoais, como comunicação, resolução de conflitos e colaboração. Isso ajudará as empresas a garantir que estão formando uma força de trabalho não apenas competente, mas também adaptável e resiliente.
8. A prioridade: o desenvolvimento de lideranças
O desenvolvimento de liderança foi apontado como o maior desafio para 2025. De acordo com a pesquisa da Voxy, o investimento em líderes eficazes será crucial para o sucesso organizacional.
Apesar de um investimento global significativo — cerca de 60 bilhões de dólares anualmente em programas de liderança — os resultados concretos ainda são limitados: apenas 10% dos programas geram impactos mensuráveis. Isso evidencia um problema estrutural nos métodos tradicionais de formação de líderes, que muitas vezes possuem um gap de personalização e relevância para as demandas do mercado atual.

Um aspecto crítico desse cenário é a necessidade de adaptar os programas de liderança ao contexto organizacional. Isso significa alinhar o treinamento às metas estratégicas da empresa, considerando tendências emergentes, novas tecnologias e as mudanças rápidas do ambiente de negócios. Além disso, programas de treinamento de liderança que levam em conta habilidades analíticas permitem que os líderes priorizem tarefas de maior impacto, promovendo uma carga de trabalho mais gerenciável e eficiente.
Para resolver isso, as organizações devem adotar metodologias personalizadas que combinem aprendizado prático, mentoria e flexibilidade. Programas de liderança bem-sucedidos exigem uma abordagem holística, integrando aprendizado contínuo com experiências práticas. O uso de ferramentas digitais para monitorar o progresso dos líderes também é essencial.
9. Aprendizado contínuo e autonomia
A autonomia no aprendizado é essencial para o engajamento dos colaboradores. O aprendizado mandado ou prescrito muitas vezes falha em gerar o compromisso necessário para que os colaboradores se envolvam verdadeiramente com o processo de desenvolvimento. O aprendizado autodirigido, onde os colaboradores têm o poder de escolher seu caminho de aprendizado, aplicado ao fluxo de trabalho (LIFOW), está se tornando uma tendência de treinamento e desenvolvimento dominante.
Essa modalidade permite que os colaboradores adaptem suas jornadas às suas necessidades, focando em habilidades que impactam diretamente suas funções. Modelos como microlearning e plataformas de aprendizado on-demand são ferramentas poderosas, oferecendo conteúdo acessível e personalizado. Esses formatos dão aos colaboradores flexibilidade para integrar o aprendizado em suas rotinas, aprendendo no seu próprio ritmo enquanto se alinham às demandas de um mercado em constante evolução.
Porém, a autonomia no aprendizado não significa ausência de suporte. Para garantir o engajamento, os times de T&D precisam criar ambientes de apoio onde ferramentas tecnológicas, feedback contínuo e uma cultura que valorize o desenvolvimento são prioridades. Essas práticas ajudam os colaboradores a aplicar o que aprendem no trabalho diário, conectando suas jornadas de aprendizado a resultados reais.
10. Trabalho com propósito: a chave para o engajamento
O conceito de engajamento dos colaboradores é uma prioridade consolidada para as empresas, mas em 2025 o foco no trabalho significativo promete redefinir esse panorama. Mais do que simplesmente garantir a satisfação ou a conclusão de tarefas, o verdadeiro engajamento surge quando os colaboradores se conectam emocionalmente aos objetivos da organização e encontram propósito no que fazem.
Estudos recentes mostram que colaboradores que consideram seu trabalho significativo se sentem 37% mais realizados, mesmo em contextos de alta pressão ou cargas de trabalho intensas. Esse dado revela que o impacto do trabalho com propósito vai além do bem-estar individual, influenciando diretamente a produtividade e a resiliência das equipes. Para as empresas, priorizar o significado do trabalho não é apenas uma estratégia de retenção, mas um motor essencial para o desempenho organizacional a longo prazo.
Nesse contexto, os profissionais de T&D desempenham um papel crucial. É necessário ir além do desenvolvimento de habilidades técnicas e interpessoais e criar programas que reforcem o alinhamento entre as metas pessoais dos colaboradores e os objetivos estratégicos da empresa. Quando os colaboradores enxergam um caminho de crescimento que combina seu progresso individual com o sucesso organizacional, eles se sentem mais valorizados e motivados, impulsionando o engajamento de forma natural e sustentável.
Conclusão
O que vimos e discutimos hoje, deixou claro que o futuro e as tendências de treinamento e desenvolvimento serão moldadas por estratégias mais integradas. Organizações que desejam prosperar em 2025 precisarão de abordagens inovadoras que equilibrem os avanços tecnológicos com as necessidades humanas, promovam o aprendizado contínuo e priorizem o desenvolvimento de habilidades essenciais para o sucesso individual e organizacional.
O cenário global do trabalho exige mais do que competências técnicas; ele demanda empatia, liderança adaptativa e engajamento genuíno. Ao adotar práticas como aprendizado autodirigido, desenvolvimento de soft skills – ou power skills – e personalização de programas, as empresas podem criar equipes mais resilientes e alinhadas com seus objetivos estratégicos.
Os profissionais de T&D desempenham um papel vital nessa jornada, liderando a transformação cultural e operacional das organizações. Com o aumento dos orçamentos e as novas ferramentas disponíveis, é o momento de pensar estrategicamente e investir em iniciativas que gerem impacto mensurável e sustentável.
Mais do que nunca, o aprendizado corporativo não é apenas um recurso, mas um motor de transformação e crescimento. Ao integrar essas tendências ao DNA da empresa, líderes e equipes estarão prontos para enfrentar os desafios de um mercado em constante evolução e alcançar um futuro de alto desempenho e inovação.
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