Entenda os conceitos de upskilling e reskilling e veja como essas estratégias ajudam organizações ágeis a ter equipes mais capacitadas e engajadas.
No mercado de trabalho atual, a necessidade de manter a competitividade faz com que as pessoas busquem desenvolver novas competências técnicas e comportamentais.
As organizações ágeis priorizam velocidade, inovação e foco no cliente para permanecer à frente em um ambiente de negócios dinâmico e incerto.
Para organizações que desejam se manter ágeis, uma das principais tendências é a busca por organizações cada vez mais skills-based, e dentro desse contexto vamos explorar conceitos e aplicações práticas de upskilling e reskilling para um time de resultados.
O que é upskilling?
O upskilling refere-se ao processo de desenvolvimento ou aprimoramento das habilidades e conhecimentos existentes de uma pessoa em sua área de atuação.
Uma pesquisa realizada pelo World Economic Forum estima que até 2025, 50% de todos os trabalhadores vão necessitar de aprimoramento de habilidades em suas carreiras.
Iniciativas de upskilling ou qualificação são essenciais para desenvolver e aprimorar as habilidades dos funcionários para acompanhar o cenário de negócios em evolução.
Veja alguns exemplos de iniciativas de upskilling comumente implementados pelas empresas:
- Treinamento de lideranças para preparar os líderes que vão lidar com os desafios da empresa no futuro
- Treinamento para atualizar as habilidades de um time de profissionais de tecnologia
- Melhora da fluência em inglês para que vendedores possam atender novos mercados
- Treinamentos para obtenção de certificações e regulamentações
- Treinamentos em técnicas e estratégias de vendas e marketing
- Treinamento em comunicação efetiva para melhorar a colaboração no time
O que é reskilling?
As iniciativas de reskilling na área corporativa se concentram em fornecer às pessoas o treinamento e os recursos necessários para aprender novas habilidades ou fazer a transição para diferentes funções dentro da empresa ou aproveitar oportunidades de recrutamento interno.
O reskilling ou requalificação não apenas capacita as pessoas para explorarem novas oportunidades de carreira, mas também garante que a organização permaneça ágil, adaptável em um cenário de negócios em rápida mudança e abrindo espaço para um time cada vez mais diverso.
Sendo assim, seu objetivo é apoiar no desenvolvimento de novas competências para que os talentos evoluam em suas carreiras e se adaptem ao mercado de trabalho e a empresa possa desenvolver talentos internos.
Alguns exemplos de iniciativas de reskilling frequentemente implementadas nas empresas:
- Programas de desenvolvimento de carreira, para ajudar os talentos na identificação de caminhos de carreira alternativos dentro da organização
- Programas de job rotation, para que as pessoas obtenham experiência em diferentes departamentos
- Treinamentos relativos à transformação digital, em razão de novos processos e sistemas implementados
- Bootcamps de programação para profissionais que estão iniciando carreiras em tecnologia
Qual é a diferença entre upskilling e reskilling?
Enquanto o upskilling se trata de aprimorar as habilidades existentes, o reskilling foca em proporcionar aos talentos habilidades completamente novas para enfrentar novos desafios e oportunidades dentro da organização ou em seu setor de atuação.
Ambos os tipos de desenvolvimento de habilidades são essenciais para capacitar as equipes e prepará-las para enfrentar as mudanças e demandas do mercado.

O futuro é skills-based
Quando uma organização é baseada em habilidades ou skills-based, isso significa que ela coloca uma forte ênfase na identificação, desenvolvimento e aproveitamento das competências e habilidades das pessoas no time.
Em uma empresa skills based, o foco muda de fatores tradicionais como diplomas, anos de experiência ou cargos para contratar, avaliar e valorizar as pessoas com base no que elas sabem fazer.
As principais características de uma organização skills-first incluem:
- Contratação com foco em habilidades, priorizando as habilidades relevantes em vez das qualificações educacionais
- Avaliação dos candidatos com base nas habilidades requeridas para cada vaga
- Alocação com base em habilidades, onde pessoas são acionadas para determinadas empreitadas com base em realizações em outros projetos e áreas
- Foco em treinamentos mais curtos com foco nas habilidades que a empresa precisa adquirir e não em formações longas
- Desenvolvimento e evolução de carreira com base no conjunto de habilidades adquiridas
- Mobilidade com programas de mobilidade interna que promovem a colaboração multifuncional e o compartilhamento de conhecimentos e habilidades
Adotando uma abordagem baseada em habilidades, uma tendência em alta nas organizações, é possível explorar todo o potencial de sua força de trabalho e aumentar o engajamento dos funcionários.
O modelo skills-based também promove uma cultura de aprendizado e desenvolvimento contínuos, o que é crucial em um cenário de negócios em rápida evolução.
Em uma organização skills-first, o upskilling e o reskilling não são eventos únicos, mas processos contínuos.
O futuro do trabalho demanda uma combinação de iniciativas de reskilling e upskilling, já que os talentos vão precisar continuar aprimorando suas competências para atender aos avanços tecnológicos e de mercado, enquanto outras pessoas no time podem precisar realocar suas habilidades para áreas que demandam mais posições.

Upskilling e reskilling para equipes remotas ou híbridas
Qualificar e requalificar para o ambiente de trabalho remoto ou híbrido apresenta alguns desafios únicos, mas com a estratégia e as ferramentas certas os ganhos superam os desafios, dando acesso a treinamento de qualidade para muito mais pessoas na organização.
Dicas de upskilling e reskilling que encaixam com o ritmo de trabalho de equipes remotas e híbridas:
- Não deixe de fora os treinamentos de soft skills (que agora estão sendo chamadas de power skills, como a comunicação efetiva que é crucial para a fluidez de times remotos
- Ofereça opções de treinamento personalizadas com inteligência artificial, horários flexíveis para os diferentes fusos horários e também que possam ser realizados de qualquer lugar ou dispositivo – já que funcionários remotos podem ter diferentes preferências de aprendizado e restrições de tempo
- Em algumas situações pode fazer sentido oferecer um programa de blended learning, com partes online e partes presenciais
- Ofereça programas de mentoria virtuais contínuos, que aumentam a conexão no time e preparam os líderes necessários para os desafios da empresa
- Considere a interação em grupos como um diferencial nos treinamentos remotos, com a possibilidade das pessoas tirarem suas dúvidas e participarem de grupos menores para cumprir uma determinada tarefa do treinamento
- Use comunicadores como o Slack e Teams para montar grupos temporários para treinamentos pontuais, ou um grupo permanente de interessados em L&D, para troca de experiências, depoimentos e conteúdos complementares, nutrindo uma cultura de lifelong learning
- Chame especialistas em pautas relevantes para os objetivos de cada área do negócio para workshops ao vivo com interações entre o grupo
- Para adequar-se a intervalos de atenção cada vez mais curtos, ofereça treinamentos baseados em microlearning (intervalos de estudo mais curtos e frequentes, que ajudam na fixação do aprendizado
A importância da liderança no upskilling e reskilling das equipes
Embora programas de desenvolvimento profissional sejam de responsabilidade do RH, a liderança desempenha um papel crucial na motivação de funcionários remotos para o engajamento em iniciativas de upskilling e reskilling.
Algumas contribuições importantes dos líderes:
- Forte contribuição no mapeamento dos skills necessários para o time e colaboradores individuais, tendências, treinamentos e instrutores
- Refletir as necessidades do negócio e a visão estratégica no plano de treinamentos
- Ser um exemplo participando ativamente da agenda de treinamentos
- Identificando oportunidades para que os talentos possam colocar em ação as competências aprendidas, o mais rápido possível
Pensamentos Finais
Uma organização skills-based, que prioriza habilidades em vez de títulos ou experiência, coloca-se à frente das demais em um mundo em constante transformação.
Os líderes desempenham um papel fundamental na promoção de uma cultura de aprendizado e desenvolvimento.
Eles contribuem identificando as habilidades necessárias para levar a performance do time para o próximo nível e dando visibilidade para as iniciativas de upskilling e reskilling em parceria com o time de Recursos Humanos.
Com adaptações e boas práticas, equipes remotas e híbridas podem enfrentar os desafios da era digital, mantendo-se ágeis, engajadas e preparadas para o futuro.
O futuro é skills-based, e as organizações que abraçam essa abordagem estarão bem posicionadas para prosperar no cenário empresarial em constante evolução.
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